terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Estudante é condenado a 22 anos de prisão                    por matar professor em Uruburetama




PROFESSOR deu carona para o acusado, que estudava na                       mesma escola onde a vítima dava aulas. Estudante negou o crime,                                 mas testemunhas confirmaram a autoria                  

O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) condenou, na última quinta-feira, 4,                                    o estudante Mateus Morais Rocha a 22 anos de reclusão pela morte                de um professor, em Uruburetama, 127,3 km de Fortaleza. O crime                    ocorreu no dia 17 de junho do ano passado, quando a vítima deu carona ao           acusado, que estudava na mesma escola que o PROFESSOR                       dava aulas. 


A decisão, do juiz Antônio Cristiano de Carvalho Magalhães, titular da Vara Única de Uruburetama, reconheceu “que o crime fora cometido à traição e emboscada, o que tornou impossível a defesa da vítima”. O processo teve como BASE depoimentos de testemunhas e a pena será cumprida em regime fechado, sem que o réu possa apelar em liberdade.

Segundo os AUTOS do TJCE, Mateus sacou um punhal e desferiu um golpe na garganta do PROFESSOR, quando ambos estavam próximos à localidade de Santa Maria. Ele fugiu em seguida com mochila, carteira e documentos do professor. O acusado foi preso no dia 8 de julho de 2013, mas negou o crime defendendo que estava trabalhando na ocasião do assassinato.

Redação O POVO Online

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Bombardeios da coalizão atingiu combatentes até 40 vezes em 48 horas; militantes estavam perto de tomar cidade de Kobani

Reuters
O avanço de combatentes do Estado Islâmico sobre a cidade síria de Kobani foi barrado nesta quinta-feira (16), de acordo com um grupo de monitoramento do conflito na Síria, após aviões de guerra de uma coalizão liderada pelos Estados Unidos terem lançado o mais intenso bombardeio até agora contra os militantes, os quais estão sitiando essa localidade fronteiriça há quase um mês.

Reuters
Mulheres choram perto de sepulturas de combatentes curdos que morreram em Kobani, Síria (15/10)


Na semana passada, representantes turcos e americanos disseram que o Estado Islâmico (EI) estava perto de tomar Kobani das mãos dos defensores curdos, após terem assumido o controle de pontos estratégicos dentro da cidade.
Um dramático esforço de ataques aéreos da coalizão alcançou novo impulso nos últimos dias, com alvos do EI ao redor de Kobani sendo atingidos cerca de 40 vezes em 48 horas. Isso barrou o avanço dos militantes, e forças curdas disseram que combatentes da milícia YPG conseguiram retomar alguns territórios.
O ataque de quatro semanas tem sido visto como um teste para a estratégia de bombardeios aéreos do presidente dos EUA, Barack Obama, e líderes curdos repetidamente disseram que a cidade não pode se manter se armas e munição não chegarem aos que a defendem, algo que a vizinha Turquia até agora se recusou a permitir.
O Estado Islâmico busca tomar a cidade para consolidar sua posição no norte da Síria, após se apoderar de grandes faixas territoriais nesse país e no Iraque. Uma derrota em Kobani pode ser um grande revés para os rebeldes e uma sobrevida para a política de Obama.
Jatos militares voaram acima de Kobani nesta quinta-feira e tiros eram ouvidos no lado turco da fronteira, à medida que a luta se intensificou pela manhã, disse uma testemunha da Reuters.
Houve seis ataques aéreos durante a noite no leste de Kobani, e confrontos continuaram pela noite de acordo. O Observatório Sírio de Direitos Humanos, grupo de monitoramento com sede no Reino Unido, acrescentou que nenhum lado teve ganhos significativos.
"O Estado Islâmico está tentando empurrar o YPG para o sul para conseguir mais acesso às vias da cidade", disse Rami Abdulrahman por telefone.
"Houve também confrontos a 6 quilômetros a oeste da cidade, na torre de rádio", acrescentou.
Fontes dentro de Kobani disseram que forças curdas haviam repelido militantes do EI nas partes sul e leste da cidade, a qual está cercada por três lados pelos militantes.
"Nós retomamos um bom território ontem", disse uma comandante curda que deu seu nome apenas como Dicle, falando à Reuters nesta quinta.
"Os confrontos estão acontecendo. Nós vimos muitos corpos dos combatentes do EI ontem, alguns tinham espadas neles", disse ela.
Um jornalista em Kobani disse que os ataques aéreos haviam permitido que forças curdas fossem para a ofensiva pela primeira vez desde que o Estado Islâmico lançou seu ataque há quatro semanas.
"Passamos por algumas posições do (YPG) no leste ontem que eram ocupadas pelo EI há apenas dois dias", disse Abdulrahman Gok à Reuters por telefone.
"Autoridades daqui disseram que os ataques aéreos são suficientes, mas que a ação de solo é necessária para limpar o EI. O YPG é perfeitamente capaz de fazer isso, mas mais armas são necessárias."
A Turquia, até o momento, não tem respondido à crescente pressão para ajudar Kobani, seja pelo envio de tanques e tropas turcas para além da fronteira ou por permitir que armas e munições cheguem à cidade.
O governo turco está relutante em ser tragada pelo conflito na Síria sem claras garantias de aliados ocidentais de que haverá mais medidas para ajudar a repatriar 1,6 milhão de pessoas que entraram na Turquia, fugindo da guerra civil no vizinho.
Eles também têm receio de que armar as forças de defesa curdas em Kobani possa ser uma má ideia, dado os fortes laços que eles têm com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), um grupo que há décadas se contrapõe ao governo de Ancara em busca de mais direitos para os curdos no sudeste do país.
fonte. http://ultimosegundo.ig.com.br/

8 celebridades que seriam membros dos illuminati

destaqueQuem nunca fantasiou a existência de sociedades secretas como nos filmes? Bom, apesar do cinema aumentar a proporção dos acontecimentos, a verdade é que existem até hoje grupos secretos que reúnem milhares de pessoas ao redor do mundo. Um bom exemplo disso são os famosos Illuminati, uma sociedade secreta, fundada em 1 de maio de 1776, na Baviera; que conta com membros ilustres desde então.
Esse termo, segundo especialistas, significa “iluminados” e diz respeito às pessoas que compartilhavam os ideais do movimento iluminista, em voga na Europa naquele período. Na época, os membros da sociedade tinham como objetivo divulgar o “livre pensamento”, questionando dogmas impostos, em especial, pela Igreja Católica.
Apesar das perseguições políticas ao longo dos séculos, a sociedade Illuminati resistiu e se reestruturou com novos membros. Hoje, no entanto, não se conhece ao certo os objetivos do grupo e muitas conotações pejorativas são atribuídas à eles. Mesmo assim, há pessoas famosas e políticos influentes que ainda fazem parte dessa sociedade (embora não existam provas de tais parcerias).
Veja quem – SUPOSTAMENTE – são:

BARACK OBAMA

foto 10
Há quem diga que Barack Obama foi fotografado fazendo o sinal Illuminati algumas vezes. Em sua administração, ele teria tomado também várias decisões que beneficiam diretamente vários empresários que fazem parte do grupo.

GEORGE W. BUSH

foto 11
Como Barack Obama, George W. Bush também foi fotografado fazendo o sinal com as mãos, que consistiria em erguer apenas os dedos indicador e mindinho (como o gesto feito no Rock). Além disso, acredita-se que os ataques de 11 de setembro serviram como um trabalho interno ao grupo, que beneficiou diretamente alguns dos membros mais poderosos dos Illuminati.

LADY GAGA

foto 12
Lady Gaga frequentemente destaca símbolos e imagens Illuminati em seus vídeos musicais e performances. Ela foi fotografada várias vezes cobrindo um olho, que seria um modo de reproduzir 0 “olho que tudo vê”, marca do grupo.

BEYONCÉ KNOWLES

foto 6
A cantora Beyoncé é outra que as pessoas ligam ao Illuminati. Ela mostra, regularmente, símbolos conhecidos desse grupo em seus vídeos e performances. Ela ainda fez o símbolo da mão Illuminati, em forma de um diamante, durante sua apresentação no Super Bowl.

ANGELINA JOLIE

foto 1
Angelina Jolie tem sida associada aos Illuminatis. Dizem que seu filme “Tomb Raider” foi, em grande parte, baseada em um enredo cheio de simbolismos. Mais recentemente, a decisão de Jolie se submeter a uma mastectomia dupla foi visto como um plano maior para beneficiar o Illuminati.

MADONNA

foto 8
Como Beyonce, Madonna também usou seu desempenho na apresentação do Super Bowl como uma plataforma para mostrar símbolos Illuminati.

PARIS HILTON

foto 2
Os Hiltons são uma família que tem tradição no Illuminati. Dizem que o grupo chegou até a realizar um experimento de controle mental nas crianças desse núcleo familiar. Talvez seja por isso que Paris Hilton passou uma temporada na ala psiquiátrica de uma prisão, em 2007 (risos).

BRITNEY SPEARS

foto 3
Britney Spears é uma artista que as pessoas comentam há anos que está envolvida com esse grupo. Além disso, ela já apresentou simbolismos Illuminati em seus vídeos, como em “I Wanna Go”.
fonte.http://www.macacovelho.com.br/

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Ebola: como o vírus 'burro' se tornou uma epidemia

Apesar de ser grave e altamente mortal, o vírus é rudimentar e possui uma estrutura fácil de ser combatida. Infectologistas ouvidos pelo site de VEJA acreditam que aspectos sociais e culturais são os principais obstáculos a serem combatidos para vencer o maior surto da história

Suspeito de ebola, Souleymane Bah, 47, chega ao Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, onde ficará internado no Rio
O mundo enfrenta a pior epidemia de ebola da história. Até o momento, o caso suspeito do Brasil se soma aos 8 399 casos na Guiné, Libéria e Serra Leoa, com 4 033 mortes, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). A doença, fatal em quase metade dos casos, é numericamente pior que a epidemia de 1976, quando o vírus foi descoberto.
Em setembro daquele ano, uma misteriosa doença atacou o norte do Zaire, hoje república Popular do Congo. As vítimas tinham febre, diarreias, vômitos seguidos de sangramento e, irremediavelmente, morriam. Desesperado com essa situação, um médico que tentava combater a enfermidade enviou em uma garrafa térmica amostras de sangue para o Instituto de Medicina Tropical em Antuérpia, na Bélgica. Ela chegou ao cientista belga Peter Piot que, analisando o sangue em um microscópio, encontrou um vírus desconhecido.
Ele tinha uma estrutura gigantesca para os padrões virais e lembrava um vírus chamado Marburg, descoberto em 1967. Na Alemanha, esse patógeno contaminou 31 pessoas que trabalhavam em laboratórios com macacos infectados da Uganda. Sete pessoas morreram de febre hemorrágica.
Sem ter ideia de como a contaminação do novo vírus acontecia, Piot viajou até a aldeia africana, onde centenas de mortes estavam sendo registradas. Analisou novas amostras sanguíneas e decidiu batizar a nova doença de ebola, mesmo nome do rio que passava pela região.
Aos poucos, a equipe de cientistas descobriu que a transmissão se dava, principalmente, pelas injeções que mulheres grávidas recebiam com agulhas não esterilizadas. Os médicos também perceberam que muitas pessoas ficavam doentes após irem a funerais: o contato direto com os corpos repletos de vírus para a lavagem ou preparação dos mortos eram uma via importante de contaminação.
A primeira medida – até hoje a mais eficaz de combate ao vírus — foi o isolamento dos pacientes para interromper a transmissão. Assim, a epidemia, que infectou 318 pessoas e matou 280, foi debelada.
Vírus “burro” — Junto ao surto da República Democrática do Congo, outro foco de ebola apareceu ao mesmo tempo, no Sudão, com 284 casos e 151 mortes. A partir das primeiras descrições do vírus e das constantes pesquisas acerca de suas características, os cientistas descobriram que o ebola é dividido em cinco gêneros, de acordo com cada região onde ele se desenvolve. Assim, o agente do surto inicial e da epidemia que hoje está causando preocupação em todo o mundo é o Zaire ebolavirus. Há também o gênero Sudan, que causou as mortes no Sudão; o Tai Forest, encontrado na Costa do Marfim; Bundibugyo, visto na Uganda, e Reston, descoberto nas Filipinas.
Todos eles pertencem à família Filoviridae, que inclui outros dois gêneros além do ebola: Marburgvirus (que causaram a doença na Alemanha) e Cuevavirus (descoberto em 2011 em infeções em morcegos).
Os cientistas acreditam que todos os gêneros e espécies do ebola se desenvolveram em morcegos que comem frutas e insetos. Esses animais seriam seu hospedeiro natural — ou seja, os seres vivos em que o vírus melhor se desenvolve.
“Durante séculos o ebola deve ter ficado apenas entre os morcegos, infectando-os sem que eles desenvolvam a doença. Esse é o melhor cenário para os vírus, que conseguem sobreviver junto com seu hospedeiro. Quando ele chega a outros animais, como o homem, ele mata rapidamente, porque não está adaptado. Por isso, pode-se dizer que é um vírus ‘burro’: não consegue sobreviver por muito tempo no ser humano”, diz Alexandre Barbosa, professor de infectologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp – Botucatu).
Acredita-se que o vírus chegou até o homem por meio da ingestão da carne de macaco ou morcego — que faz parte dos hábitos culturais de algumas regiões africanas — ou pela mordida de bichos infectados.
É um mecanismo semelhante ao vírus da raiva, temido em todo o mundo até o século XIX, quando o infectologista francês Louis Pasteur (1822-1895) criou a vacina contra a doença. “Assim como o ebola, o vírus da raiva também infecta morcegos e é transmitido ao homem. E, quando chega até nós, costuma ser altamente letal: sem tratamento, mata em dias”, diz Barbosa.
Ação — Apesar de mortal, o ebola é um vírus muito rudimentar, que possui uma estrutura razoavelmente fácil de ser combatida. Como a maior parte dos vírus, ele entra no organismo e permanece em incubação, período em que se trava uma guerra do sistema imunológico contra o patógeno. Essa etapa pode durar de dois a 21 dias. Após esse momento, o agente ataca as células endoteliais, que revestem o interior dos vasos sanguíneos. É quando se manifestam os sintomas da doença: febre alta, dor de garganta e muscular, fraqueza e desconforto. E é também quando acontece o contágio: a moléstia é transmitida se qualquer fluido corporal (sangue, suor, saliva ou sêmen) entra em contato com mucosas ou feridas na pele. 
A partir daí, rapidamente, o vírus causa lesões nas células que, rompidas, levam às hemorragias características da doença. Náuseas, vômitos, dificuldades respiratórias e sangramento das mucosas (olhos, narinas, gengivas) são os sintomas mais comuns nessa etapa avançada.  
Para combater ação do vírus, o organismo reage com uma infecção generalizada, que costuma atingir os órgãos vitais como fígado, rim, pulmão e coração, levando, em quase 50% dos casos, à falência múltipla dos órgãos e morte. Em geral, são apenas dez dias entre a manifestação dos sintomas e a morte.
Tratamento — Até hoje, o tratamento do ebola é o mesmo que o da década de 1970: isolamento, hidratação rigorosa e manutenção dos níveis de sais como potássio e sódio do organismo. Há tratamentos experimentais, como o soro ZMapp, desenvolvido por pesquisadores americanos e canadenses, que consiste em injetar anticorpos nos pacientes. A prevenção também ainda está em fase de testes — a OMS tem a previsão de que duas vacinas estarão no mercado até o início do ano que vem.
De acordo com Barbosa, mesmo causando uma doença tão grave, o ebola é incapaz de sofrer as mutações que impedem sua prevenção e tratamento, como é o caso do vírus da aids e da hepatite C. Por isso, a criação de vacinas ou tratamentos não serão grandes desafios científicos nos próximos meses.
“O ebola não consegue criar subtipos virais que confundem os anticorpos e medicamentos. Ele permanece constante e, por isso, é muito factível que, em pouco tempo, tenhamos uma vacina e também um soro eficaz para combate-lo”, afirma o infectologista.

Os vírus mais perigosos do mundo
fonte; http://veja.abril.com.br/

Projeto de lei ANTI-chip é criado no Brasil

Projeto de lei Anti chip e criada no Brasil 300x279 Projeto de lei ANTI chip é criado no Brasil
Projeto de lei ANTI-chip é criado no Brasil, Pesquisando sobre os implantes de chip, achei esse vereador que criou um projeto de lei (não achei o numero), tentando impedir que seja feito implante de chip sem o consentimento da pessoa. Taí um sujeito que abordou um tema que ninguém abordou.
A implantação de chips em seres humanos
Vereador Francisco Garcez
O vereador Francisco Garcez, PSDB, reafirma a relevância do seu projeto de lei, que tramita na Câmara Municipal de Curitiba, prevendo a utilização de chip em pessoas moradoras em Curitiba, cujo teor é o seguinte:
Art. 1º – Ficam salvaguardadas a desobrigação das pessoas de qualquer idade, sexo, religião, profissão, residentes no Município de Curitiba, sob qualquer aspecto, argumento ou imposição de vontade alheia, de serem portadoras em seu corpo de circuitos eletrônicos conhecidos tecnicamente como “transponder”, chip, biochip, microchip ou qualquer outro nome que venha receber algum tipo de disposistivos eletrônicos e congêneres que tenham por finalidade monitorar seres humanos a partir de implante do equipamento sob a pele humana.
Art. 3º – Fica proibido o Executivo Municipal de manter qualquer relação comercial, convênio, programa voluntário, financiamento ou participação com a divulgação, produção, comercialização e/ou distribuição de “transponder”, microchip, biochip ou tecnologias congêneres com finalidade de serem implantados em seres humanos dentro do município de Curitiba.
O tema, segundo Garcez, é motivo de preocupação e de sucessivos debates e vem ganhando espaço no meio da sociedade brasileira, onde jornalistas, médicos, políticos e juristas se manifestam sobre a questão da implantação do chamado chip em seres humanos. “Como se vê não tem nada a ver com a tal da teoria da conspiração”, avisa o vereador.
O texto abaixo é um artigo publicado pelo Juiz Demócrito Reinaldo Filho ( publicado em 2006 e que vem sendo republicado e discutido em vários congressos do mundo jurídico).
A implantação de chips em seres humanos
Juiz Dr. Demócrito Reinaldo
Demócrito Reinaldo Filho é juiz de Direito em Pernambuco, diretor do Instituto Brasileiro de Direito e Política da Informática (IBDI).Doutorando do curso de Direito da Universidade Estácio de Sá (RJ).
A implantação de chips em seres humanos para efeito de arquivamento e transmissão de informações de caráter pessoal cada vez desperta mais preocupações, sobretudo diante da disseminação desses artefatos eletrônicos. Esses pequenos aparelhos do tamanho de um grão de arroz (cerca de 12 milímetros) são conhecidos tecnicamente como transponders, microchips implantados sob a pele que, ao serem lidos por um dispositivo de scanner, fornecem com rapidez informações sobre seu portador. No início, os fabricantes desses microchips cutâneos divulgavam sua comercialização como sistema de identificação em rebanhos e animais de estimação, para poderem ser utilizados acoplados a unidades GPS, permitindo, por exemplo, a localização de um animal perdido. Depois, os chips passaram a ter outro tipo de aplicação, voltada sua utilização para a localização de pessoas seqüestradas .
Tem-se notícia de sua utilização também para o controle da entrada e saída de pessoas em certos lugares . Mas o tipo de utilização de chips em indivíduos mais disseminada atualmente parece ser para uso médico. O profissional que precisar tratar alguém que tenha implantado um dispositivo desse tipo sob sua pele tem apenas que passar um leitor sobre o chips e terá acesso ao histórico médico do paciente. Essa funcionalidade, de permitir que hospitais e médicos tenham informações precisas sobre cada paciente e sua condição de saúde, vem sendo propagada pelos defensores da tecnologia.
A disseminação do implante de chips em pessoas para uso médico ocorreu a partir de outubro de 2004, quando a FDA (Food and Drug Administration), agência que regula o uso de medicamentos e alimentos nos Estados Unidos, liberou o implante de transponders em seres humanos para essa finalidade. Uma empresa americana, aApplied Digital Solutions [04], logo se tornou líder nesse mercado, com a comercialização de seu produto, o Verichips utilizado para acessar informações sobre pessoas portadoras de certas doenças. Após ser implantado, em geral sob a pele do braço, o VeriChips pode ser lido por uma espécie de scanner, que identifica o código do portador e permite acesso através da Internet a um grande banco de dados mantido pela empresa, que armazena toda a ficha médica das pessoas cadastradas, contendo, por exemplo, tipo sangüíneo, tipos de doenças anteriores já apresentadas e tratamentos ministrados, entre outras informações.
Como se observa, a arquitetura da tecnologia dos chips permite tanto o monitoramento do indivíduo como o acesso a informações pessoais. O monitoramento de pessoas já é por si preocupante. Quando uma pessoa portadora de um chip passa por um local qualquer, equipado com sensores, sua identificação é checada automaticamente, e sua localização confirmada. Sensores nos mais diferentes lugares podem permitir um completo rastreamento das atividades da pessoa que tenha um chip desse tipo implantado em seu corpo.
A tecnologia possibilita desenvolver um verdadeiro e completo sistema de vigilância, a ser utilizado pelas mais diversas instituições (policiais, militares, médicas, comerciais, industriais etc.), “criando uma nuvem de vigilância e monitoramento, uma atmosfera policialesca, que é a base da sociedade de controle preconizada por Gilles Deleuze” [06]. Pelo simples cruzamento de dados de localização, é possível extrair conclusões a respeito do comportamento de uma pessoa (como, por exemplo, os locais que freqüenta, o horário, o tempo que permanece em determinados locais etc.) [07].
Se a simples possibilidade de monitoramento dos deslocamentos de uma pessoa já é altamente preocupante, como se mencionou, o que se dizer dessa funcionalidade atrelada à possibilidade de acesso automático a dados sensíveis da pessoa monitorada? É de arrepiar, não é? Pois é exatamente isso o que permite a tecnologia do VeriChip. Não somente identificar uma pessoa que passe sob o campo de alcance de um receptor ou scanner, mas, ao mesmo tempo, levantar informações altamente sensíveis (dados médicos ou qualquer outro) sobre essa mesma pessoa.
A empresa que comercializa esse produto, além de exercer um monitoramento da vida da pessoa, através dos dados sobre a identidade e dos deslocamentos individuais que a tecnologia permite registrar, controla muitas outras informações que ficam disponíveis na sua base de dados. Não é o acesso ao número de informações contidas no próprio chip que preocupa. O VeriChip não é um simples dispositivo localizador, mas funciona em conexão com um sistema de banco de dados mantido pela empresa que desenvolveu sua tecnologia.
O chip implantado contém em geral informações limitadas, às vezes um simples código pessoal, mas o scanner que faz sua leitura funciona atrelado a uma potente base de dados, ampliando sobremaneira o grau de controle de informações pessoais [08]. Essa base de dados é formada pelo histórico de informações médicas do paciente e é alimentada sempre que este se submete a novo tratamento. O banco de dados, com todo esse manancial de informações médicas, fica à disposição dos usuários do sistema para pesquisas posteriores.
O correto seria simplesmente proibir a utilização desse tipo de tecnologia, diante do seu potencial invasivo, em favorecimento da privacidade individual? A resposta é negativa, pois o uso que se pretende desse tipo de tecnologia traz resultados benéficos à pessoa titular dos dados armazenados. A saúde e, em alguns casos, a própria vida do indivíduo é que pode estar em jogo e sua preservação pode depender da implantação desse tipo de mecanismo. Além do mais, o paciente, ao aceitar a implantação do chip, não abre mão de sua privacidade, pois tem expectativa de que os seus dados pessoais não sejam utilizados para outra finalidade que não o tratamento de sua saúde e que permaneçam sob garantia de confidencialidade.
É o tipo de tecnologia, no entanto, cujo uso necessita ser altamente regulamentado, estabelecendo-se limites no acesso das informações e definição de responsabilidades e obrigações de segurança dos dados para os mantenedores do sistema. A garantia de confidencialidade dos dados que formam o histórico médico do paciente deve ser assegurada por meio de cláusulas na contratação do serviço, presentes tanto no contrato entre a empresa que explora a tecnologia do VeriChip e o hospital ou médico, tanto quanto no termo de consentimento assinado pelo paciente, com especificação das pessoas autorizadas a ter acesso às informações contidas na base de dados, para evitar acessos indevidos. Tais instrumentos devem também incluir cláusulas contendo obrigações de segurança dos dados para a empresa que opera a tecnologia, em que sejam detalhadas as precauções de segurança contra acessos não autorizados (ataques hackers).
Em notícia publicada em site espanhol (em 12.07.06), é dado conhecimento de que em Porto Rico os VeriChips estão sendo implantados em portadores do mal de Alzheimer. A principal preocupação dos familiares de pessoas portadoras de Alzheimer é a segurança deles. Como se sabe, os portadores de Alzheimer pouco a pouco vão perdendo a memória, e a utilização da tecnologia do VeriChip permite prover tratamento adequado quando se perdem ou no caso de qualquer outra emergência, o que costuma acontecer com freqüência nos estágios avançados da doença [10]. Assim, o VeriChip pode ser uma ferramenta eficaz quando se busca oferecer segurança física aos doentes de Alzheimer e alívio emocional para seus familiares.
Nesse tipo de paciente, no entanto, os riscos à privacidade alcançam outro patamar de preocupações
Toda pessoa que autoriza a implantação de um dispositivo como o VeriChip precisa estar plenamente consciente do que faz, por causa do potencial de reflexos nocivos sobre sua privacidade individual. A coleta de informações sensíveis (dados médicos) de um indivíduo não pode ser feita sem seu expresso consentimento, sob pena de o ato ser considerado uma invasão não autorizada da privacidade [11]. Como a tecnologia do VeriChip também importa na inoculação de um objeto no corpo da pessoa, esse detalhe configura mais um motivo da necessidade de autorização do paciente. Toda pessoa tem direitos sobre o próprio corpo [12], e somente ela pode permitir a implantação de um dispositivo sob sua pele. O médico, portanto, tem que obter o consentimento do seu paciente antes de realizar o processo de implantação de um dispositivo como o VeriChip.
O consentimento informado é uma condição legal para produção de efeitos válidos em um contrato, por meio da qual uma das partes dá permissão baseada na apreciação e entendimento dos fatos e implicações de suas ações. Para tanto, esse indivíduo necessita estar em pleno gozo de suas condições mentais, não sofrendo qualquer tipo de doença que prejudique o seu poder de compreensão (por ocasião do ato de consentimento). Como explica o Prof. Pedro Dourado Rezende, “o conceito de permissão contratual (informed consent) subentende que aquele que permite sabe o que está permitindo. A parte que solicita permissão num contrato tem, portanto, a obrigação de esclarecer o necessário para que o outro contraente possa tomar uma decisão esclarecida. Um hospital, por exemplo, não pode achar que tem sua permissão para ministrar-lhe uma droga nova ou pouco testada sem antes lhe avisar que se trata de uma droga que ainda não foi suficientemente testada, dos riscos e das opções envolvidas. Um médico não pode extrair, enquanto você estiver anestesiado para cirurgia de apêndice, a sua vesícula só porque ele percebe ali um tumor. “Tentativa de salvar” não seria justificativa, pois você poderia, se perguntado, optar por tratamento não-cirúrgico ou por não se tratar. O corpo é seu e você tem o direito de dizer não a uma opinião médico].
Acontece que os pacientes de Alzheimer nem sempre estão em condições de discernir por si próprios, dificultando-se, por essa razão, a tomada do “consentimento informado”. O portador desse tipo de doença costuma variar entre momentos de lucidez e momentos de esquecimento, o que torna difícil para quem contrata com ele avaliar se está no perfeito gozo de sua capacidade mental e se tem perfeito discernimento sobre o que faz [14]. È, portanto, delicado se permitir que um doente de Alzheimer contrate diretamente a utilização do VeriChip, sobretudo aqueles que se encontram em estágios avançados da enfermidade. A menos que sejam declarados incapazes para os atos da vida civil, mediante prévio procedimento judicial de interdição, os familiares não podem substituir o paciente no ato do consentimento, e sempre haverá dúvida sobre sua capacidade.
Essa é apenas uma das questões jurídicas que certamente aflorarão com a disseminação do VeriChip para fins médicos. A previsão é que essa tecnologia passe a ser utilizada também para monitoramento de pessoas que sofram de diabetes, de pressão alta ou outras doenças que indiquem a necessidade de eventual atendimento médico de urgência.
Se a propagação desse tipo de tecnologia traz resultados altamente benéficos para a sociedade, sempre é bom alertar para os riscos de sua utilização indevida. Quando nos acostumarmos com seu uso em larga escala, a possibilidade de relegarmos ou esquecermos os padrões de cuidados e regras rígidas de garantias que devem cercar sua utilização, tende a aumentar na mesma proporção. Sempre haverá o risco de as informações médicas serem utilizadas para finalidades não permitidas, como discriminação no emprego, na contratação com operadoras de planos de saúde, enfim, numa série de circunstâncias onde pessoas portadoras de doenças e fraquezas físicas sejam desfavorecidas. Por essa razão, ao lado do desenvolvimento de tecnologias invasivas, deve-se promover um reforço das normas e práticas protetivas da privacidade humana.
Fonte:ocorreio
http://caixadepandora.xpg.uol.com.br/

General fala em intervenção se Justiça não agir contra corrupção Diego Vara - 28.abr.2014/Agência RBS/Folhapress O general Antônio Hami...