sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

PETROBRAS

Petrobras perde 20% em 3 dias e tem menor valor desde 2004; Bolsa cai 1,8%


No terceiro dia seguido de queda, as ações da Petrobras despencaram mais de 6%, acumulando quase 20% de perda e chegando ao menor valor desde 2004.
Isso puxou a queda do Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, nesta sexta-feira (30). A Bolsa perdeu 1,79%, a 46.907,68 pontos. É a menor pontuação desde 19 de março do ano passado, quando fechou em 46.567,23 pontos.
As ações preferenciais da Petrobras (PETR4), com prioridade na distribuição de dividendos, tombaram 6,51%, a R$ 8,18. É o menor valor de fechamento desde o dia 16 de setembro de 2004, quando a ação valia R$ 8,15. Apenas nas últimas três sessões, esses papéis acumularam perda de 19,57%.
Os papéis ordinários (PETR3), com direito a voto, recuaram 5,08%, a R$ 8,04. É o menor valor de fechamento desde 21 de maio de 2004, quando custavam R$ 7,79. A ação teve desvalorização de 16,6% nos três últimos dias. 
Na véspera, as os papéis da Petrobras haviam caído 3%, e a Bolsa, subido 0,14%.
Com isso, a Bovespa acumulou queda de 3,83% na semana. O índice encerra o mês com desvalorização de 6,2%, mesma variação que acumula no ano. 
A agência de classificação de risco Moody's rebaixou todas as classificações de crédito da Petrobras na noite de quinta-feira (29). Segundo a agência, as investigações sobre corrupção na estatal são preocupantes. 

Dólar salta quase 3%, maior alta diária desde 2011

No mercado de câmbio, o dólar comercial teve a terceira alta seguida, com avanço de 2,96%, cotado a R$ 2,689 na venda. É a maior alta percentual diária desde 21 de setembro de 2011, quando a moeda norte-americana subiu 3,75%. É também o maior valor de fechamento desde o dia 7 deste mês, quando o dólar valia R$ 2,704 na venda. 
Na sessão anterior, o dólar havia subido 1,37%. 
Com isso, o dólar acumulou alta de 3,88% na semana. A moeda encerra o mês com ganho de 1,15%, mesma variação que acumula no ano. Até a sessão anterior, o dólar acumulava queda de 1,75% no mês. A alta de hoje fez com que a perda fosse anulada. 

Bolsas internacionais

O principal índice europeu de ações fechou em queda nesta sexta-feira, mas encerrou janeiro com o maior ganho mensal em mais de três anos. O índice FTSEurofirst 300, que reúne os principais papéis do continente, caiu 0,55% nesta sessão, para 1.465 pontos, mas subiu 7,05% no mês.
Em relação a cada país, a Bolsa da Inglaterra recuou 0,9%, a da Alemanha caiu 0,41%, e a da França perdeu 0,59%. O mercado de ações da Itália teve baixa de 0,44%, o da Espanha registrou perda de 0,99%, e o de Portugal recuou 1,55%. 
Na Ásia e no Pacífico, as principais Bolsas fecharam sem uma tendência definida. A Bolsa de Xangai, na China, fechou em queda de 1,55%; a de Cingapura caiu 0,81%; Taiwan perdeu 0,69%; Hong Kong recuou 0,36%. O índice sul-coreano de Seul fechou praticamente estável, com leve queda de 0,09%.
Por sua vez, a Bolsa de Tóquio, no Japão, subiu 0,39%, e Sydney, na Austrália, avançou 0,34%.
(Com Reuters) 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

URUBURETAMA , ESSE É O AÇUDE MUNDAÚ QUE ABASTECE A SEGUINTES CIDADES: URUBURETAMA, TURURU, DESERTO DISTRITO DE ITAPIPOCA, E COMUNIDADES RIBEIRINHAS DO RIO MUNDAÚ. ESSE É O PIOR NÍVEL DA HISTÓRIA DO NOSSO RESERVATÓRIO EM SEUS ÚLTIMOS 25 ANOS.

Ministro de Energia recomenda que brasileiros reduzam consumo

Eduardo Braga defende que a redução do consumo e de gastos na área elétrica trazem impactos positivos até sobre a tarifa José Cruz/ABr / O ministro Eduardo Braga disse que o aumento médio da energia elétrica neste ano será
       O ministro Eduardo Braga (Minas e Energia) recomendou nesta quarta-feira (14) que os brasileiros reduzam o consumo de energia elétrica. "Não é racionamento. Nós temos energia. Ela existe, mas é cara", afirmou.
Renegociação de empréstimos pode aliviar reajustes da conta de luz
Segundo o ministro Eduardo Braga, o impacto do primeiro reajuste extraordinário trará uma "mudança significativa" para a segunda correção de preços que será aprovada pela Aneel, dando a entender que o reajuste ordinário, o segundo, será menor que as previsões.
Além disso, outro ponto que deve ser responsável por limitar esse segundo aumento da conta de luz foi tratado por ele como "renegociação das distribuidoras" sobre os "contratos que eles fizeram no ano passado".
Caso os prazos de pagamentos dos empréstimos tomados pelas distribuidoras passem de dois para quatro anos, como se diz internamente no governo, o porcentual de aumento na tarifa pode ser menor.
Se fossem repassados para o consumidor, de uma só vez, os dois empréstimos de 2014, de R$ 17,8 bilhões, e os R$ 2,5 bilhões do empréstimo previsto em 2015, o consumidor teria de pagar ao menos R$ 20,3 bilhões, sem considerar o efeito dos juros. O equivalente a quase 20% de aumento na tarifa.
Braga disse também que haverá uma "melhoria dos recebíveis e da geração de caixa do setor elétrico", para amenizar esses efeitos, sem entrar em detalhes.
Mesmo listando esses possíveis efeitos, Braga se recusou a estimar o aumento que será percebido pelo consumidor. "Não posso falar em campo de hipótese".
Segundo Braga, "do mesmo jeito que estamos vendo a realidade em São Paulo, em que o consumidor está tendo que reduzir gasto de água porque há um problema hídrico, o setor elétrico está sendo vítima do ritmo hidrológico".
Para o ministro, os aumentos que virão nas contas, principalmente por meio do novo sistema de bandeiras tarifárias, indicarão ao consumidor que esse recurso está mais escasso e que é preciso diminuir gastos.
"Se pudermos economizar, se pudermos controlar isso [esses gastos], ajuda para que possamos ter eficiência energética", explicou.
O ministro defende que a redução do consumo e de gastos na área elétrica trazem impactos positivos até sobre a tarifa.
A pasta entende que o ritmo hidrológico está alterado, já que os reservatórios de água neste ano estão menores que em 2014. No entanto, o ritmo das chuvas não estaria "tão ruim quanto ano passado", segundo apontou Eduardo Braga.
O ministro defendeu ainda que se combata a ineficiência elétrica, que pode ocorrer dentro da casa das pessoas, por meio do uso de equipamentos que consomem grandes quantidades de energia.
Ao mesmo tempo, ele disse que pretende trabalhar com a ineficiência "da porta para fora", trabalhando com as distribuidoras para modernizar a rede de distribuição, que inclui cabeamentos, transformadores e a iluminação pública como um todo.
"São vários os setores que vão ser acionados para aumento eficiência", disse.
Contingenciamento
Na tarde desta quarta o ministro esteve reunido com Nelson Barbosa (Planejamento) para discutir os efeitos do contingenciamento sobre o Ministério de Minas e Energia.
Braga defendeu que os investimentos não serão cortados, porque são feitos, em sua maioria, por meio de leilões e concessões.
Ele também informou que gastos com as fiscalizações da Aneel estão mantidos. "Estamos falando dos gastos do funcionamento e controle dos gastos públicos no funcionamento do ministério", afirmou.
40%
Braga disse ainda que o aumento médio da energia elétrica neste ano será "com certeza" menor que 40%.
Sem responder de quanto será o reajuste, Braga deu indícios de que o governo já está renegociando os prazos de pagamento dos empréstimos feitos ano passado pelas distribuidoras, que somam R$ 17,8 bilhões.
"Como eu disse, existe nesse momento uma reunião marcada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para aprovação [do valor] da CDE", disse.
A chamada Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) funciona como o fundo do setor elétrico, responsável por fazer todos os pagamentos de programas sociais e subsídios tarifários.
A Aneel definirá, no próximo dia 20, qual será esse valor em 2015.Após essa decisão, os consumidores saberão quantos bilhões terão de pagar a mais pela energia elétrica neste ano. O valor será repassado na forma de aumento na tarifa.
Com maior preço da energia, o governo conseguirá viabilizar seu planejamento de gastos e investimentos no setor.
A conta deve será maior para o consumidor neste ano pois o Tesouro Nacional não fará mais nenhum aporte na conta, segundo informou o governo.
"Com a base na aprovação da CDE, serão distribuídas as cotas para cada distribuidora. Então elas entrarão com seus processos para o reajuste extraordinário", afirmou Braga.   fonte.                                                                            http://www.gazetadopovo.com.br/

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